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Revista TextoTerritório
 17/07/2006 

Novos textos

 

Contos

Ensaio

Poema

 

 Texto, território e identidade 
em João Gilberto Noll

Tania T. S. Nunes

A busca da identidade cultural no Brasil marcou determinantemente a Literatura Brasileira, no século XIX, sobretudo com as obras de inspiração nacionalista de José de Alencar. Já no século XX, Mário de Andrade, embora com características diferenciadas, com seu projeto literário, contribuiu para sedimentar a tradição cultural, que o autor de Iracema dera início. Recentemente, o escritor gaúcho João Gilberto Noll abordou a questão da “tradução cultural” , em seu livro: Lorde.

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O sorvete de flocos

Gabriel da Cunha Pereira

Era um silêncio doce, preenchido pelo cantar dos pássaros e pelo ressoar de sinos com que o vento se distraía. A tarde se espreguiçava sem pressa. Na pequena rua, algumas pessoas iam. Numa banca de revista próxima, ali estava, exposto, o livro que queria comprar. Vejo uma linda jovem, ao longe. Belíssima! Anda macia, a Maria, sentindo o domingo que só existe em sentimento. 

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Escuridão e caos: sítios da linguagem

 
Alexander Carvalho

 

"Nenhuma língua pode descrever com rigor e precisão como todo e qualquer acontecimento se dá, ou como todo e qualquer pensamento, impressão, interpretação de realidade se dão."

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Diário de um psicopata

Mário Tavares

 

Nessa casa, 
Nesse quarto,
Em que um dia 
Conheci ser livre,
Posto que escravo,
Eu morri.
Agora que sou escravo,
Posto que vivo,
Voltei
Para matar você.

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O céu de São Gonçalo

Carlos Henrique dos Santos

Dizia não gostar de sonhar, acreditava que os sonhos são partes da vida que ao serem sonhadas se perdem, tinha certeza de que cada sonho que tinha era um pedaço de sua vida que deixaria de ser vivida, e ele nutria um amor muito grande por viver para deixar que isso acontecesse; dessa forma toda vez que sonhava acordava assustado e ficava sem dormir por dois ou mesmo três dias, assim, pensava, poderia viver um pouco mais sem ter que perder partes de sua vida para o seu grande inimigo onírico.

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Revista TextoTerritório
 19/06/2006 

Romãs

Dora Ribeiro

tu és uma palavra
para ser pensada na sombra
na esteira do cansaço
no colo de uma palmeira
inventada

talvez na bacia onde
se banham idéias
desfeitas e
lapsos de memória
arranjados pela
fisiologia

tu és uma palavra
saliente

para todos os efeitos
és o fruto da
palavra romã

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 A mulher parada

Carlos Henrique dos Santos

Sua pele é branca, mas de um brancobronzeado que lhe desenha (e acentua) as formas do seio e da bunda; e parece querer lhe proteger a genitália. A mulher parada é marcada por uma pequena mancha cinza (espécie de sarda grande) arredondada na nádega esquerda, quase uma demarcação de território entre esta e a cintura ...

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Escuridão e caos: sítios da linguagem

Alexander Carvalho

"Nenhuma língua pode descrever com rigor e precisão como todo e qualquer acontecimento se dá, ou como todo e qualquer pensamento, impressão, interpretação de realidade se dão."

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Um conto

Mário Tavares

É o primeiro conto de uma trilogia enviada pelo autor. Leia e deixe o seu comentário.

Em breve estaremos lançando o próximo.

Caio, Taiguara

Você se lembra das canções de Taiguara? E dos contos de  Caio Fernado Abreu?

Então leia
Caio, Taiguara

 

Poemas em destaque

Cenas de mortes vulgares

Havia láctea

Lidia

Rápido e rasteiro

Poemas do ogro

A memória na prosa de Oswaldo Martins

Mariinha não era Maria, era Julieta. Bicicleta, o sobrenome não era Bicicleta, mas Maria. Do pouco que sabíamos nós da vida pregressa de Mariinha, essa era, com certeza, a única. O nome Bicicleta, que lhe acompanhava o pré-nome e que fora mantido pela tradição da cidade, era grande mistério sobre o qual muito discutíamos. 

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