TextoTerritório

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O menino que coitou-se

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nascido em Cascadura (bairro mais trash do Rio). Filho de Penia Jackson e Poros Jackson. desde sempre Michael tornou-se um Eros amputado. uma Sandy amulatada. sim. renegava a todo custo a malícia paterna. sim. era todo pobreza-mamãe. sem astúcia seu reino situava-se onde tudo era menos (músculos, pêlos, nariz). daí tornou-se um ninja de si mesmo. a todo custo resguardou-se do mundo (máscaras, luvas, guarda-chuvas). enfim. cinqüenta anos se passaram e o pobre que coitou-se morreu de dó e de dor. aliás. não foi sequer um defunto de corpo presente. é. ninguém pode achar aquele que se escondeu atrás de si mesmo.
 

Cristina Buarque e Terreiro Grande

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O álbum que Crsitina gravou com o grupo Terreiro Grande é daqueles que nascem com o destino dos clássicos. Nos quatro blocos da coletânea, os sambas de diversas procedências são executados e cantados com paixão. Desde o belo O meu nome já caiu no esquecimento passando pelo não menos belo e famoso Quantas lágrimas de Manacéa, que fecha o primeiro bloco até última música com que o quarto e último bloco do álbum se completa, retomando as composições de Paulo da Portela pouco menos conhecidas, o gosto pelo canto, o à vontade com que se deve cantar o samba de terreiro se destaca e promove uma comovida audição, que pede nosso sossego e concentração.

As músicas, grande parte do repertório dos grandes compositores da Portela, recebem um tratamento antológico e preciso. À emoçâo do canto se juntam as vozes contidas dos partideiros e o domínio absoluto de Cristina, de quem um dia Cartola afirmou ser uma cantora para compositor. Aliás, o cantar samba requer um jeito próprio de fazê-lo, e de tal forma que só as pessoas acostumadas a ouvi-los desta maneira podem apreciar sua profunda beleza.

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AntiOde para Ray Bradbury

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I
Talvez porque aqueles 
De quem outrora aprendi a brigar por liberdade
De quem outrora aprendi o valor da lucidez
De quem outrora aprendi a vida dos livros
De quem outrora aprendi paz e amor

Talvez porque aqueles estejam hoje descansados septagenários
Talvez porque estejam mesmo em casa guardados por deus contando o vil metal

Talvez porque apenas estejam sem rumo desde quando o muro caiu

Talvez porque hoje apenas redijam pequenas notas interprerativas para as efemérides do muro que caiu

Talvez porque deem curtas declarações sobre o muro que caiu como a um repórter inconveniente que pergunta por um amigo que morreu

Talvez porque preencham formulários e panegíricos
E talvez porque preencham formulários e panegíricos sejam chefes, diretores, presidentes
Do clube da seção e da nação

Talvez porque tenham se espantado um pouco quando o segundo avião acertou o WTC
Talvez também porque tenham tremido um pouco quando o segundo avião acertou o WTC
e se lembraram de um dia com as crianças ou com a namorada ou com as crianças e com a namorada das moedas que depositaram nos binóculos automáticos para curtir o panorama de Manhattan do topo do WTC
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Daniela Aragão entrevista Guinga

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Daniela Aragão: Agenda apertadíssima não? 

Guinga: Esse ano eu fiquei fora do Brasil praticamente o ano todo, foram oito viagens ao exterior. As vezes ficava 50 dias fora. Tenho vindo pouco aqui, estou desatualizado das coisas novas, mas vou tomar pé das coisas. Ainda tem duas viagens para fazer esse ano, mas depois eu vou dar uma meia trava, porque eu acho que isto que está acontecendo comigo é meio um excesso de viagem. Passando muitas horas dentro do avião, direto. Mas há a necessidade de ganhar a vida, expandir a música. Tudo tem um preço, enfim. 
 
Daniela: Eu conheci o seu trabalho na sua parceria com o Aldir Blanc, o cd Catavento e Girassol, gravado pela Leila Pinheiro, somente com canções de vocês. E ainda continuam essa parceria?
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Daniela Aragão entrevista Cristiane Visentin

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Depois de passar quase uma década nos Estados Unidos cantando o repertório da música popular brasileira e composições próprias, a cantora, compositora e violonista Cristiane Visentin retorna ao Brasil com uma bagagem enriquecida pelo contato com grandes músicos do cenário nacional e internacional. Tivemos uma conversa super agradável em que Cristiane relembra os primórdios da carreira em Juiz de Fora, os festivais, as parcerias e os projetos atuais. Confiram abaixo:

Daniela Aragão: Quando a música apareceu em sua vida?

Cristiane Visentin: Falar sobre isso é falar como todo mundo fala, desde que eu me entendo por gente. Fica até engraçado falar isso (risadas), eu não gosto muito de usar frases muito comuns, é isso aí, essa é a minha verdade. Eu tenho uma influência muito grande por parte da minha mãe, ela também cantava, foi cantora de rádio, não rádio em nível nacional, mas cantava na rádio da cidadezinha dela. Foi podada pelo pai, que era músico também. Depois ela resolveu casar com meu pai e assumir a família, e não mais se dedicar a música. 

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Partido alto 2

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disque gás
disque pizza
disque  cerva
disque água mineral

se a vida não melhorar

engov, eparema, sonrisal
disque farma com ph
disque droga

se nada disso adiantar

disque sexo

se a linha der ocupada
 
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