Refletir sobre a própria escrita é uma forma de andar em círculos, para chegar onde se quer. Pensei esse coisa toda que escrevi no comentário abaixo. Depois voltei ao poema e deu nisso: hóstia no sangue da favela / no mangue de vinho / tomba um projeto vitral. André: valeu pela sangria! (tirei as frutas e deixei a missa). A palavra vinho, que me veio aparentemente do nada, já estava implícita na reflexão anterior, mas me foi sugerida, ao reler o poema por hóstia e carne.
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Qua, 28 de Julho de 2010 10:17
Alexandre Faria
Oswaldo e André,
Como disse noutro comentário, vou insistir na referencialidade espacial. Daí mangue. Sangue também é importante (embora eu já tenha carne acima). Concordo com vocês: não resisti ao óbvio. André: sangria perde força semântica. Mas coloca um "i" na parada, o que desfaz o efeito sonoro. Então prefiro trocar mangue por Manguinhos. Amplia a referencialidade e tem o "i". Sem contar que a proximidade com "sangue" recuperaria "mangue" em "manguinhos". Agora preciso de outra sintaxe, outro ritmo .- - - - - - estou procurando, estou procurando.
2
Ter, 27 de Julho de 2010 13:05
Oswaldo Martins
Alexandre,
creio, como o André, que o verso no mangue de sangue escapa pela sonoridade. Não gosto também da solução dada por ele. A repetição do man gue san gue e a san san junto com o no anterior apresentam problema.
A linha geral do poema e da obra em progresso é muito boa/bom. niemeyer concretado com o duplo sentido da modernidade e desprezo é bom, pelo menos gosto.
1
Ter, 27 de Julho de 2010 07:12
André Capilé
creio que dá pra pensar alguns movimentos do poema. "hóstia na carne da favela" é sensacional. mas "mangue de sangue", não gosto. penso uma inversão e alteração de termos. segue: "hóstia na carne da favela / tomba um projeto vitral / / sangria do mangue."
o verso que sucede: "um niemeyer concretado", acho reto demais. não rola "são daniel concretado"? ou "manguinhos concretado"? ainda pensando. os versos finais brilham! e muito.
Como disse noutro comentário, vou insistir na referencialidade espacial. Daí mangue. Sangue também é importante (embora eu já tenha carne acima). Concordo com vocês: não resisti ao óbvio. André: sangria perde força semântica. Mas coloca um "i" na parada, o que desfaz o efeito sonoro. Então prefiro trocar mangue por Manguinhos. Amplia a referencialidade e tem o "i". Sem contar que a proximidade com "sangue" recuperaria "mangue" em "manguinhos". Agora preciso de outra sintaxe, outro ritmo .- - - - - - estou procurando, estou procurando.
creio, como o André, que o verso no mangue de sangue escapa pela sonoridade. Não gosto também da solução dada por ele. A repetição do man gue san gue e a san san junto com o no anterior apresentam problema.
A linha geral do poema e da obra em progresso é muito boa/bom. niemeyer concretado com o duplo sentido da modernidade e desprezo é bom, pelo menos gosto.
o verso que sucede: "um niemeyer concretado", acho reto demais. não rola "são daniel concretado"? ou "manguinhos concretado"? ainda pensando. os versos finais brilham! e muito.