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Home Literaturas Poesia Passagem de sons II

Passagem de sons II

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Nada! Nada de leviano que escreve
Mundano como tanto manda a lida
Não neva aqui como gela em Génève
E decide: o que bem lê é o mau da vida.

Vai doidivagueando passo a passo
Cimento rói na beirada do poço
É bicho feinho, ali pego de laço
Tão mal feito de carne, puro? É osso.

Vai Camoneando nessa nau sem vela
Precisa à princesa prazer ter dado
Mas vem um sopro idiota apaga e sela

Glacê de fantasia p’ra fazer vôo
Find’oca retórica ô bobo bardo
E encarna avestruz sinistro de zôo

Galo China

Investir ao espaço flébil presença.

Relógio pachorrento ora ladainha,
má fortuna do rol de tal avença:
se presta a salgar sal nessa morrinha.

Longe: lugar que não devo, nem fito;
urge arrancar marca do mal taludo;
ruir raiz: danar hábito avito.

Acossado à força do dedo mudo,
cada calo se dói. Sus! – fé de grito
– chuta lá a carrança e mói o cão-miúdo.

Tez temperar a malo sol na linha
bamba; sem beirada ou canto ou querença.

Privado foi que fez pátio de rinha;
cisca Galo China forte, vá e vença!

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