quando os passos vazam de um porão em nós
o ritmo descalço desrecalca os modos
de casa grande e as bênçãos de terreiro
é infinito o minuto táctil nesse vão de mundo
e suamos sem sabermo-nos sóis no salão
face a face ante o fácil de ser no tempo
o som são olhos mãos pêlos pés poros
gozo é movimento
dança, revolução
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enquanto andas jogas
naturezas e esquadros dobram
pernas
dentro
pés de vinículas
vidros olhos
revácuo
das rendas
ardis
praga da prega,
tua saia sotaque
saracoteia
insano verbo de
insosso poeta
chão
de ti
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