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Home Literaturas Poesia cosmogonia de arthur 3

cosmogonia de arthur 3

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baratas albinas sobre os corpos

boiam como o fogo-fátuo

e quando em pó convertida

a carne

 

o esqueleto branco

as baratinhas transparentes

suspensas entre o ilíaco

e a caverna da boca

 

singram na imagem rara

que os pós apocalípticos

descuram

 

sobre o osso negro de arthur

a terra com o luminoso ocaso

das fosforescências suspensas

 

no ar

a terra brilhará
Comentários (2)
2 Sex, 17 de Julho de 2009 21:20
Oswaldo Martins
Alexandre,
os guardados do Arthur e a genialidade dele permitem uma metafísica material de sobre vida material que sobreviverá a nós. De alguma forma me lembra a música do Chico Buarque, futuros amantes, embora com temática outra. Acho que você foi ao ponto.
1 Qui, 16 de Julho de 2009 21:17
Alexandre Faria
Belíssima arquitetura. E fico aqui me perguntando: os pós apocalípticos descobrirão Arthur? Nós (pós o quê) o descobriremos? Acho algumas séries de OM verdadeiras bandeiras ético-estético-políticas. Mas a recusa do panfleto em nome do que chamei belíssima arquitetura é tamanha, que a bandeira não dá bandeira.

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