– ô lua ô loa –
a roupa, a sandália.
punheta-me-ame. arme
na minha cama. siririca
apêndice entrepernas.
traz sua boca. me
lambelambe sujalangue.
muda. o beijo oco.
atenua-nua-nua.
nuance relance
perfume realce.
cócega cega. vai!
dá mais um pouco
de brilho branco –
corta-septo – e deixa
fanha a fala falha.
e é.
e vem.
não come mel;
mastiga abelha.
sortilégio sacrílego
no corpo chafurdado.
depois pensa:
“era pra ter comido,
mas deu foi chabu”.
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Aliás, o poema é bom.
Oswaldo, o lance de sons da primeira estrofe é uma promessa que não vai ser cumprida. É toda uma evocação - e as vezes espero, mas nem sempre realizo, também uma provocação - com a nossa cantarolice lírica. Uma construção melopaica "deixando fanha a fala falha", que falha em um espaço sem linguagem, essa coisa de bicho que, ao fim e ao cabo e afim do cabo, é uma trepada (oas e uas). Não sei se me explico, e verdade... nem sei se entendo assim tb. =^/
Mas de novo o mesmo destaque para a superficialidade e o descaso das relações afetivas(?). Está mais para aflitivas.