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Home Literaturas Poesia desimitação de herman melville

desimitação de herman melville

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desimitação de herman melville


dos mares
sua mandíbula

o longínquo esguicho
desanunciado a cada
grito

o espermacete
e toda uma teoria da baleia

quem de tufões feito
quem de túmulos

crosta enrugada
de mar

o selvagem metafísico
na aba do chapéu

ahab
ahab

que te criaram
para enlouquecer

a ordem perene
dos desejos

Comentários (2)
2 Sex, 31 de Julho de 2009 00:57
Oswaldo Martins
André,
o plano é mesmo este que a desimitação exista sem a pré condição do livro, embora o livro alumeie o que se desimita.
1 Qui, 30 de Julho de 2009 19:03
André Capilé
mais um que me acerta das "desimitações". qual boca maior: de baleia ou do "selvagem metafísico/
na aba do chapéu"? A monumentalidade dos desejos "que te criaram/para enlouquecer//a ordem perene" dos mesmos. Da monumentalidade à monomentalidade... o megalomaníaco em megalomonólogo transformado/transtornado em megalonanico.

agora, fico pensando: as "desimitações" falam mais que a pré-condição das leituras; mas é com a pré-condição das leituras - a anterioridade do desimitado - que fazem re-vir toda força das atualizações dos motivos; também em sonz e motz.

Feliz, constante, com as cobertas e descobertas das suas anti-mímicas.

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