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Home Literaturas Poesia Cavilagem

Cavilagem

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não há o que soprar:

nem madeiras, nem metais.

 

orquestra, antes, vidros

mobílias ferros tecidos

 

disjuntos, arrolados em

monturo, carcaçam em con-

torcido orgulho azedo.

 

trescalam

 

o perfume de suor –

cosmético, veneno –

que ofidiário não iliba.

 

despedidos,

madrugada afora, urram.

 

tapas pós são pegos na trapa:

é no escuro o reconcilio. beija

galudo na crista, agarra crina

da mula noturna: ária de bestas

 

despenteadas.

 

 

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