tu dizes, ó putainha,
estouvada,
que não podes já
que não, que não
o que mais queres
é deitar-se ao meu lado
inclina essa fronte
vê intumescido o membro
sentes?
assim, assim
espera antes
de seres o lírio debruçado
que te aperte o colo
que te afague o monte
e o sublime rego
da bunda
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O poema estabelece forte contraste com o do "doce" Casimiro, liberta-se do amor infantil, inocente, para assumir o amor corpo e instinto; desvela e arruina a trama das palavras tecida pelo do jogo do amor romântico, porém aproxima o texto original de nós quando mantém a sua estrutura.
Parabéns, poeta!
O poema do Casimiro é brejeiro, o do Oswaldo me chocou pelo contraste, acho que era o que ele queria.
Se gosto? Depende. (Viu?). Acho bunda uma palavra gostosa, por certo poética. Rego não. É feia, foneticamente e topograficamente. Que me desculpem as bundas feias, mas beleza é fundamental (já ouviu isso?) . E bunda bonita não tem rego, tem um vale que se percorre para chegar ao jardim das delícias. Estou mais para Degas que Toulouse-Lautrec. Paciência.
Para isso acontecer, seria necessário o artigo antes de "rego"?
"e o sublime o rego
da bunda"