TextoTerritório

  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Home Literaturas Poesia desimitação de casimiro de abreu

desimitação de casimiro de abreu

E-mail Imprimir PDF
Avaliação do Usuário: / 4
PiorMelhor 

tu dizes, ó putainha,
estouvada,
que não podes já

que não, que não

o que mais queres
é deitar-se ao meu lado

inclina essa fronte
vê intumescido o membro

sentes?

assim, assim

espera antes
de seres o lírio debruçado

que te aperte o colo
que te afague o monte

e o sublime rego
da bunda

Comentários (5)
5 Sáb, 29 de Agosto de 2009 02:51
Oswaldo Martins
Creio que a Marlene foi ao ponto
4 Sáb, 22 de Agosto de 2009 18:27
marlene de araujo
Não vou entrar na discussão do "rego". Se ele não é poético, parece que Oswaldo o elevou a categoria de.
O poema estabelece forte contraste com o do "doce" Casimiro, liberta-se do amor infantil, inocente, para assumir o amor corpo e instinto; desvela e arruina a trama das palavras tecida pelo do jogo do amor romântico, porém aproxima o texto original de nós quando mantém a sua estrutura.
Parabéns, poeta!
3 Sex, 21 de Agosto de 2009 20:41
Oswaldo Martins
Recebi esse cometário, enviado pelo Elesbão. É do Sergio Murillo.

O poema do Casimiro é brejeiro, o do Oswaldo me chocou pelo contraste, acho que era o que ele queria.
Se gosto? Depende. (Viu?). Acho bunda uma palavra gostosa, por certo poética. Rego não. É feia, foneticamente e topograficamente. Que me desculpem as bundas feias, mas beleza é fundamental (já ouviu isso?) . E bunda bonita não tem rego, tem um vale que se percorre para chegar ao jardim das delícias. Estou mais para Degas que Toulouse-Lautrec. Paciência.
2 Sex, 21 de Agosto de 2009 20:36
Oswaldo Martins
Acho que a leitura proposta perderia na imitação corredia da música do poema do Casimiro, truncaria a leitura em que busco aproximar casimiro e sua desimitação.
1 Sex, 21 de Agosto de 2009 17:17
Alexandre Faria
gosto especialmente do final. O "sublime" alcança extrema potência semântica. Ler o artigo como m pronome poderia dar ainda mais força, aproximando do verbo sublimar, o que aproximaria e ao mesmo tempo tensionaria a tradição ingênua a que o poema recorre.
Para isso acontecer, seria necessário o artigo antes de "rego"?
"e o sublime o rego
da bunda"

Adicionar comentário

Seu apelido/nome:
seu email:
Comentário (você pode usar tags HTML aqui):
 

Show Other Articles Of This Author

Banner