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Home Literaturas Poesia fuga per canonen

fuga per canonen

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"Na volta à terra sem som, soube: se há lama,
há nome sem festa alguma, mas vem já fama.
Lançado ao labirinto curto de uma poltrona, a-
fina a boca - carne, caluda! - argila sem tempero.
Rezazuela, firmatempo, firmaponto, solograve;
egue firme o pulso da corda em rebate, segue,
lambe alfange gusa, dá o bote (furo-e-corte) e
leva costela: venha chuva mele rosto: melodia.
Certo, talvez, odiar o jogador; não o jogo
do ritmo: ginga de comer a fala, lambuza.
Balacurva do ruído, maiúscula, violoncella:
a língua, como a mulher, traduz-se música".
Do mitologema que me contou Murilo, divido, mar-
gem a margem de rio, o delírio fêmeo do mudo.

Comentários (2)
2 Sáb, 29 de Agosto de 2009 04:14
André Capilé
cara, obrigado. do título; quase foi pior. ia meter um cabral sem descoberta, me referindo ao (quase) óbvio de melo neto. mas aí o treco ia ficar pulando em outras referências - mais óbvias ainda. como era poema de encomenda, encanei nessa titulaçãoo mesmo... canhestra. no mais, no defeito e no acerto, parece comigo.
1 Sex, 21 de Agosto de 2009 17:05
Alexandre Faria
Belíssima homenagem à musa música. Acho o título deslocado da elaboração poética, mas não me leva ao quatro. Continuo marcando 5, pela força sintática, pelo ritmo, pelas invenções. Belo poema.

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