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Home Literaturas Poesia Lance de Ombro

Lance de Ombro

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bacará teimado, aposto

nossas metades, todas.

 

ficela atuada, cubro nossas

caras, fichas sem coroas.

 

juntos, qualquer nota, prova

dos nove, sete manilha.

 

e recente, dentro, môo

a conversa provisória

 

de sempre, misturando

meios, miragens: mixórdia.

 

a hora é megera. requinte

de copas é dar o suíte.

 

largar o hábito. não la-

mentar hálito perdido.

Comentários (2)
2 Dom, 30 de Agosto de 2009 01:40
André Capilé
valeu, Oswaldo.
O mais interessante é o que seu comentário me gerou: esse poema, fora do conjunto de textos que o acompanha, ganha outra possibilidade de leitura (minha, no caso).... ele tá no mesmo bloco do fecho éclair, do "casal de uns", bicho em progresso.
1 Sáb, 29 de Agosto de 2009 14:01
Oswaldo Martins
André,
gosto do poema. Principalmente da sonoridade que o poema alcança e de certo tom de submundo com que constrói o provisório dos sentidos.

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