osso com osso em cama de só
arranco o rascunho dos olhos.
lambo o grafite e balanço
um corpo de risco fixo.
danço na ponta da língua.
desejo raptar a curva pose da anca-
dura com dedos melos, embalados;
despojo. mas da janela vem
a cutilada de uma canção brega;
depois o anúncio: o peso limpo da tela.
fica de esguelha um desenho
no vapor cansado do espelho.
e penso, pescoço penso arriba,
em arremedar fuligem, asfaltar nuvem.
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