nos lençóis de linho se engomaram
os corpos ressequidos dos amantes;
recendiam odores, sobre os ocres
da parede nua, as manchas nobres.
ali amou, no perdido destempero,
as noivas rubras as vadias moças
e mais, mais ousou, com tanto esmero
que a noite de estrelas vista das poças
nas ranhuras da rua de pedra-sabão,
no lampejo dos lampiões cindidos,
fora do quarto uma ilusão luzente.
jaz agora sobre linho e colchão
o rosto neste quieto colo lúcido
que ri do pacto dos amores crentes.
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