É bicho buliçoso que invade. Um dia resolveu bisbilhotar as intimidades sentimentalóides das pessoas bacanas, inteligentes terminais. Achou graça ao vê-los deitados uns ao lado dos outros, mas em imensa distância. Fazia silêncio possível. No imo nada há revelado de maciço, mas pouco se esconde aos olhos. O aparente é um susto emerso como semelhança em cara vária. Carinhos robustos. Carinhos nulos. Caminhos e descarrilhos além-dentro de ventanas. Janelas não mudam, mudam as molduras. Janela que segue.
Pára e come de lambida. Come de lambuza. Marcha no banquete. Segue sem lanternas. É noite e gente é cômodo trancado; não para a feliz invisibilidade do vôo. Viu menina vestida com pingente e calcinha de algodão, que parecia sonhar com flores desenhadas. Junto dela um menino de bermuda, sem camisa, já quase barrigudo e num torpor sonoro. Casal de sozinhos recentes. Leitor peregrino que fatura na fratura, zune entre vãos. Descansa nas orelhas, mas nos extremos há melhor suco. Acordam.
Estavam sob o mesmo lençol. Ela ainda em um vigilante cochilo. Ele com a companhia das falantes luminárias. Pum – de fato um flato.
– Amor? Amor? – sacode a moça; contido em um constrangimento juvenil.
– Cacete! Que foi? – sair da cor das flores sonhadas a aborrece. Responde com a boca sem gosto. Desgosta a cabeça nos travesseiros.
– He!... peidei. – não finge constrangimento. Sentiu apenas o dever da partilha. Fazer-se próximo.
– Jura? Não acredito? – apenas quer as flores de volta.
– É, peidei, ora! – insiste. Pega as cruzadas.
– Agora já foi, né? Não. Não acenda as luzes.
– Bem... tá sendo!
– Tudo bem. Agora vira e dorme.
– Boa noite, querida!
– Boa noite.
Pára e come de lambida. Come de lambuza. Marcha no banquete. Segue sem lanternas. É noite e gente é cômodo trancado; não para a feliz invisibilidade do vôo. Viu menina vestida com pingente e calcinha de algodão, que parecia sonhar com flores desenhadas. Junto dela um menino de bermuda, sem camisa, já quase barrigudo e num torpor sonoro. Casal de sozinhos recentes. Leitor peregrino que fatura na fratura, zune entre vãos. Descansa nas orelhas, mas nos extremos há melhor suco. Acordam.
Estavam sob o mesmo lençol. Ela ainda em um vigilante cochilo. Ele com a companhia das falantes luminárias. Pum – de fato um flato.
– Amor? Amor? – sacode a moça; contido em um constrangimento juvenil.
– Cacete! Que foi? – sair da cor das flores sonhadas a aborrece. Responde com a boca sem gosto. Desgosta a cabeça nos travesseiros.
– He!... peidei. – não finge constrangimento. Sentiu apenas o dever da partilha. Fazer-se próximo.
– Jura? Não acredito? – apenas quer as flores de volta.
– É, peidei, ora! – insiste. Pega as cruzadas.
– Agora já foi, né? Não. Não acenda as luzes.
– Bem... tá sendo!
– Tudo bem. Agora vira e dorme.
– Boa noite, querida!
– Boa noite.
E acabou assim. Ali. Com um tapa.
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