TextoTerritório

  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Home Literaturas Conto só de saidinha

só de saidinha

E-mail Imprimir PDF
Avaliação do Usuário: / 0
PiorMelhor 
. . . saí de casa com um doce na boca na noite de ontem . . .

Cansado da sensação do infeliz. Ardendo o lombo aos tombos da cruz de carregar. Pesado num não que nem quisesse!
Romã pra arranhão de voz estridente. Nos glúteos o tridente. Descendo morro abaixo. Quedo dum velotrol veloz!
Nada do que mescla me mescla melado à patuléia. Os cariados no asfalto. Mostro em fotografias os dentes dos parentes.

. . . Cheguei e . . .

Na porta me posto. Reentrecostado. Observo os. Pra eles remorto.
Cara de peixe. Olho fundo marejado. Nem vou. Nem fico.
Estado observante. Estático. Paralético. Dialítico.
A pé com os pés agora. Indo. Indo . . . indo sorrir devoção prático-sintática.

. . . num sem jeito danado, comunico (ou trumbico) e . . .

Pernas curtas na saia longa. Sentado num gestual de um fala-se muito de nada. Cuspo e engulo meu nexo-léxico curto. Teu olhar me esfrega, estraga.
Meu olhar estrábico. É desgranho e vez em quando me engana. Sigo turvelíneo linda. Cada curva me surge bem aparatada.
Já nu sou Jano deusa anunciada. Vou batom borrando a maquiagem de ontem. Garçom! Me traz uma boa resposta! Limpo com um guardanapo de torpedo.

. . . na manhã de hoje revoei sob o estrondo da ressaca.

Abro os olhos a boca e penso: “quem terá obturado os dentes de Deus?”
Sou os gritos: hum! ai! ui! sem dor. Bolacha água e sal papa virando na boca.
De novo com o pano quente do delíquio. Delinqüente delícia do céu à gengiva.
Pão dormido. Duas bandas. Boa bunda. Um misto-quente.

"Estrelei na purpurina; fui; causei. Moi Tetéia"

Adicionar comentário

Seu apelido/nome:
seu email:
Comentário (você pode usar tags HTML aqui):
 

Show Other Articles Of This Author

Banner