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Azia

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Mulher já espera pronta. O despertador berra. Pires com xícara cheia. Existe sem derrame. Espreme um beijo mordido. Sorri remediado. Esperança é a primeira que ilude. Saiba-se: sonha e o despertador ainda berra. A manhã cola em seus costumes a marca do carbono. Cama: mausoléu de um mundo tarde. Bem vir a vida: acompanhar o enterro dos ossos do ócio. Ofício farto: os pés reconhecem de tato as avenidas. Pessoas vestem por dentro os edifícios. O solo é a vertigem do corpo vertical. Medita um sorriso às dez, mas o dia moço não engana as barbas. Controla a recepção lotada. Walkie-talkie: teste um dois; um dois teste: sem retorno. São ouriçados os pelos. Tapa de água na cara. Quase desperto. Pilastras figuram como encontros de cabeças. O engenho dos sinos faz os homens substituíveis.
– Acorde! – reza cego à fé. Levanta e segue o sono. Mãos nubladas desvendam o armário do banheiro. Enfia-se nos retalhos. Uniformes: tristes sudários aos corpos armados. Abatida, a carne, vai de ida: os livros indicados no criado-mudo entregam. Ela foi. Ele sabe porquê. E nem isso demove o suor que marca os panos pranteados.

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