Pensar a literatura e o papel do escritor contemporâneo é pensar a abrangência dos meios de publicação, sobretudo a mídia digital como valioso e oportuno espaço, quando o universo de publicação e divulgação no país é demasiado para uma comunidade de leitores ainda reduzida e desproporcional ante o número de obras publicadas. Que todas as áreas que atuem com educação e cultura abram espaço para a escrita, para a leitura, para a poesia, para poetas, para os artistas da palavra ...
O escritor-artista não é aquele que se limita a escrever ou descrever um jorro imaginário, mas a pensar sua escrita com inteligência e criatividade. Machado de Assis foi um grande mestre nesta arte. Na contemporaneidade, apontamos um outro escritor que labora a palavra até a exaustão: João Gilberto Noll. Suas obras chocam o leitor menos avisado, leem o mundo e aproximam a literatura da vida, pois a literatura também é vida. Sua escrita pautada no corpo enquanto linguagem e suas palavras são verdadeiras “excreções mentais”, pois possibilitam ser seu mundo criado e a própria construção da narrativa atravessar e ser atravessado pelo leitor.








