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copio trechos da André, que sem desmentir o p´roprio estilo, diz:
bababolas babarrolas babacus babacas
como antes se dizia:
as lulíticas senadoríticas deputadíticas ministeriíticas moças
ou:
No clube do Bolinha
Na discoteca do Chacrinha
No rádio da vizinha
Na cloaca da galinha
ou ainda:
– tylenóicos, aspirínicos, sonambúlicos, abulínicos, apolínios
Será essa uma das marcas do estilo antiode?
AntiOde privilegia o discernimento de que há graves consequências na vida atual dos extremos que o século passado nos levou a vivenciar, que eram políticos. Hoje, os extremos ainda nos balizam, mas lamentavelmente substitui-se a politização da existência pela intolerância, as fobias e os dogmas.
Drummond em um de seus poemas disse, nos tempos de guerra que a hora era de maus poemas, e de fezes. A antiode busca recuperar esses belos maus poemas da resistência ao medo, à obscuridade, ao achincalhamento das pessoas.
O nome é um limite,certo; ms necessário como um perímetro. Contrapartida modaliza e orienta entrada e saída dos motivos da AntiOde; sim, que cada caso é um caso, mas sempre cabe a nomeação - não sei ao certo se é perde ou ganha. Possibilidade é dar nome às boiadas (toda sorte de situações que circunscrevem os objetos miniscularizados da AntiOde) e não aos bois... cabe dizer que nem toda boiada deve vir reta, senão cai no mesmo rio... aquele, que jacaré nada de costas. qualquer maneira ficamos, continuamos piranhas.
Outros estão maldisfarçados: maria da graça, carmem, senhora parker.
O quanto se perde/ganha nomeando explicitamente ou não nossos inspiradores? Sera que cada caso é um caso ou deveríamos partir para uma regra geral?
O que acham disso?
Na nota explicativa do neologismo "policrítica", o autor do Jogo de Amarelinha informa que o ouviu pela primeira em francês, e lembra que, naquele idioma, o "cri" que se encaixa entre "poli" e "tica", também significa grito. E é esse acréscimo de sentido, que ele sempre entendeu no termo, que está presente também nas antiodes. Cito um trecho:
"Grito político, crítica política em que o grito figura como um pulmão que respira (...) Hoje deve-se gritar uma política crítica, deve-se criticar aos gritos sempre que se ache justo: só assim poderemos acabar com os chacais e as hienas"
O texto foi originalmente publicado em 1971. Lembro Belchior: "Sei, que assim falando, pensas que esse desespero é moda em 76...". Sei também que de lá pra cá foi se disseminando cada vez mais a descrença do grito. E que a crença numa ação pública, estética, política e efetivamente contestatória foi cada vez mais entendida como modismo ultrapassado.
Quem se propuser às Antiodes não pode cair nessa.