Padre, que pecado,
Rifando a palavra em nome de Deus!
- Mas isso não há de irritá-Lo
Que o chefão entende
Nesse mundo medra
Só o que se vende.
A culpa é do filósofo que não crê
Em deuses que não dançam
E agora resta-nos aturar
Os padres que requebram
No clube do Bolinha
Na discoteca do Chacrinha
No rádio da vizinha
Na cloaca da galinha
Ah, peçam perdão, padrecos!
Peçam perdão a Bach
Mas sem cacarejar
Que essa contrição histriônica
Que esse carisma medieval
Que essa folia de crentes torpes
Em estádios, casas de show, currais
Que essa canção velha
Pregação pegajosa da intolerância
Que esse celibato maldisfarçado
Nas sevícias iniciáticas de crianças medrosas
Que toda essa fé em falsete
Há de promover o milagre da ressurreição
E o Boca do Inferno
E o Bacage
E o Boccaccio
E todas as bocas ferinas (e necessárias)
Hão de voltar à terra para cuspir-lhes na cara.
Comentários (1)
1
Sex, 30 de Outubro de 2009 21:37
Oswaldo Martins
Grande, Alexandre! Esses padrecos de merda merecem isso e mais, principalmente pelos nossos pobres e tristes jovens. Gosto da antiode e da explicita voz das cusparadas.
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