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Home Oficina O Beijo Todo beijo é igual mas nunca é o mesmo

Todo beijo é igual mas nunca é o mesmo

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Tua boca, ilha deserta
Aonde só levo a língua,
Estas quinze palavra
E indiscretas flexões.

Leve, discreta, só,
Esta língua desertará
Donde o olho abocanha palavras
E suas quinze inflexões.

Quinze línguas levam a indiscreta
Boca a milhas deste sol,
Deserto onde suam palavra e reflexão.

Tua língua boca da ilha
Onde deserto é só besta palavra
Relevo indiscreto, zinco inflexível.

Como não chego ao fim, esta emenda tem vez:
Com quinze, todo beijo pode ser poema,
Mas poema só é beijo com vintetrês.
 
 
Comentários (1)
1 Seg, 23 de Novembro de 2009 18:50
Tania Nunes
Alexandre,

Ótimo,
Um bom exemplo do quanto a poesia e a teoria caminham de mãos dadas até na sua elevada composição.
Adorei! Parabéns!

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