Caros amigos,
o que proponho aqui é discutir não só o teor dos poemas, mas do beijo em si. Desde longos e tristes tempos o beijo foi guindado à representação do amor. Não gosto disso, pois o beijo é antes de tudo o guindaste que alavanca não o amor, mas o sexo. Se aceitarmos o beijo - romanticamente - estaremos caindo na ratoeira dos amores insolúveis e inalcançáveis, idealizados beijos que não levam a lugar nenhum. Talvez a poemas como os do triste Casimiro de Abreu, ou aos do virgem Alvarez de Azevedo. Pensemos, retiremos do beijo sua carga semântica emprestada pelas idealizações românticas. O que resta?
Que o beijo venha como formulação da decantação do mais fundos arcanos e revele sobre os oceanos, oceanos.
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Quando postei, pensei mais na forma e decidi: vou explorar um poema mais forma que conteúdo - 15 palavras e variações. A imposição de um limite plástico como exercício poético. Sugiro fazermos algumas revisões e comentários, caso a caso, poeama a poema, para ver no que dá.